Revisando algumas caracterísitcas e a importância do Oracle Data Guard (DG)

Pensando em produtos Oracle e solução de alta disponibilidade, proteção de dados e recuperação de desastres, há o Data Guard para atender à essas funções. De modo geral, ele permite a recuperação de desastres por meio do failover, ou seja, a transição de roles entre os databases; e a realização de manutenções sem perda de dados nos ambientes, por meio de switchover, ou seja, a reversão de roles entre os databases.

A partir de um banco de dados Oracle de interesse, o qual será o primary database, é possível relizar a configuração do DG, surgindo então, pelo menos um banco de dados adicional, o qual será o standby database, e a comunição entre os membros do Data Guard se dá pelo Oracle Net. O processo de funcionamento do DG, pode ser resumido em:

  • Os dados de REDO que são gerados no primary database (provenientes de transações e do funcionamento desse database), são transportados a um standby database para mantê-lo atualizado, sendo que esse transporte pode ser síncrono ou assíncrono (sync | async), o que impacta nos modos de máxima proteção, máxima disponibilidade e máxima performance que podem ser atribuídos ao funcionamento do DG.
  • Uma vez que os dados de redo chegam no ambiente standby, esses são aplicados no database pelo processo MRP, nos casos de standby database, ou convertidos logicamente pelo processo LSP e posteriormente aplicados, nos casos de logical standby.
  • Caso seja detectada a ausência de archived redo log files no standby, esses arquivos são solicitados ao processo FAL, a fim de resolver gaps de atualização entre os databases.
  • Opcionalmente, o standby pode estar sendo gerenciado por meio do Data Guard Broker, e nesses casos o processo DMON opera para trabalhar com pré-definições, além de efetuar os comandos recebidos através de um client.
    Observação: A arquitetura do Data Guard pode ser observada em uma imagem anexada à essa publicação.

Elaborei um cenário de configuração geral e simples, abordando os três tipos de databases standby (physical, logical e snapshot) gerenciados pelo Data Guard Broker, o que pode ser observado em duas imagens anexadas na publicação. As configurações foram realizadas em ambientes Oracle Linux 7.9 com Databases Oracle Single Instance Multitenant.

Oracle Data Guard example deployment details

Além de uma boa configuração e planejamento de desastres, para garantir as funcionalidades do DG, é fundamental que o seu funcionamento seja observado e acompanhado, visando a atualização dos ambientes, de modo a mitigar e eliminar erros e possíveis atrasos, conferindo êxito às manobras de failover e switchover.

O Oracle Data Guard é uma das soluções Oracle presentes na sua arquitetura de máxima disponibilidade, destacando a capacidade de integração do DG com demais produtos, a exemplo de Data Guard em ambiente RAC, e da criação de Downstream Mining Database a partir da utilização do Oracle GoldenGate em databases standby.

Referência

Linkedin: Revisando algumas caracterísitcas e a importância do Oracle Data Guard (DG).

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima